A história do Parque Nacional do Iguaçu
Quem visita o Parque Nacional do Iguaçu talvez já tenha se deparado com uma estátua do Pai da Aviação, Alberto Santos Dumont, em meio a paisagem. O porquê disso remete à própria história do Parque.
Em 1916, já reconhecido mundialmente por seus feitos na aviação, Dumont foi convidado pelo hoteleiro Frederico Engel a conhecer o lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu. Na época, ele hospedou-se no antigo Hotel Brasil, em Foz do Iguaçu.
Ao ver a beleza das quedas pela primeira vez, ele teria ficado encantado. Mas, o sentimento de admiração foi rapidamente ocupado por uma indignação. Dumont descobriu que a área pertencia a um proprietário particular, um uruguaio chamado Jesus Val.
Segundo o próprio Parque Nacional, suas palavras foram: “Posso dizer-lhe que esta maravilha não pode continuar a pertencer a um particular. Eu vou a Curitiba falar com o governador do estado do Paraná para providenciar a desapropriação das Cataratas”, expressou Santos Dumont.
E assim o fez. Inconformado, o aviador viajou por seis dias a cavalo até Guarapuava. De lá, seguiu de carro e de trem até a capital do estado. O objetivo era solicitar ao então presidente do Paraná, Affonso Camargo, a desapropriação das terras para uso público. O que ocorreu em 8 de maio de 1916.
Meses depois da visita, a iniciativa de Dumont deu certo. Em 28 de julho de 1916, o governo estadual decretou a desapropriação da área do uruguaio Jesus Val. Essa medida foi considerada fundamental para a preservação do local e para a futura criação do Parque Nacional do Iguaçu.
Por esse motivo, Santos Dumont ficou marcado na história de Foz do Iguaçu, um dos responsáveis pela proteção das Cataratas, o que motivou a instalação de uma estátua em sua homenagem no local, em 1979.

Fotos: Urbia+Cataratas/Eagle Eye Company






